quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Viva com Paixão - 23 de Dezembro 2009

Sugestão para prenda de Natal:

A história desta semana:

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que são vividas"

O Natal é uma época muito especial; Porque o é (ou não) para si?
Pelas Compras? Pelo Stress das compras?
Pelas Surpresas? Pelo entusiasmo das surpresas?
Pelo Convívio? Pelo conforto do convívio?
Pela Família? Pelo reencontro da família?
Pelo Amor? Pelo Amor do Amor?

Este ano, desafie-se e Escolha o seu Natal!

Escolha o que vai desfrutar e dar de oferta neste Natal. Concentre-se em dar o seu melhor, concentre-se no presente e dê menos valor à embalagem…

A minha Sugestão para Prenda de Natal:
A melhor prenda deste Natal é "o PRESENTE"! Ofereça "o seu PRESENTE" e verá que não haverá nenhum Natal como este!


As suas perguntas poderosas da semana:

1- Com quero estar "NO PRESENTE" neste Natal e que direi que Amo?
2- Com quero estar "NO PRESENTE" neste Natal e que direi que me Orgulho?
3- Com quero estar "NO PRESENTE" neste Natal e que direi que estou Grato/a?
4- Com quero estar "NO PRESENTE" neste Natal e que direi que estar com ele/a me faz sentir Feliz?

Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

Chocolate Quente


 

Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.

Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho. O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente.

Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes - de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas. Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade. Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:


 

 - Reparem como todos procuraram escolher as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stress. A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber. O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...


Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este
continuou:

- Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estas são apenas meios de conter e servir a vida. A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu.

As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm…


Apreciai o vosso chocolate quente.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Viva com Paixão – 16 de Dezembro 2009

Quem decide como eu vou agir?

A história desta semana:

"Sê a mudança que queres ver no mundo" – Mahatma Ghandi

Muitas vezes sabemos o que é necessário para que uma pequena melhoria melhore ainda mais a qualidade da nossa vida.
Por vezes essa mudança depende exclusivamente de nós, outras vezes envolve igualmente a mudança de comportamento de outras pessoas que nos são próximas.
Vezes sem conta caímos nessa armadilha da vida, que é esperar que os outros tomem a acção que nós entendemos necessária para que possamos ser ainda mais felizes.

Na verdade a nossa forma de actuar é a única acção que depende exclusivamente de nós e é sobre ela que devemos centrar a nossa energia e a nossa acção.
Dessa forma não deixaremos as nossas emoções e o sucesso da nossa Vida nas mãos de outros. Seremos nós a comandar as nossas acções, as nossas emoções, a nossa Vida!

E isso é saber Viver…

As suas perguntas poderosas da semana:
1- O que eu posso fazer diferente já hoje para que a minha Vida profissional seja ainda mais preenchida?
2- O que posso agora fazer e sentir diferente para ser ainda mais feliz nos meus relacionamentos?
3- O que posso eu decidir fazer e sentir para desfrutar ainda mais das pessoas que mais amo?



Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

O Expresso da amizade

Numa banca de Jornal num agitado sábado de manhã em Lisboa, o Luis vai com o amigo João comprar o seu jornal semanal de preferência.

O Luis cumprimenta amigavelmente o ardina enquanto pede o seu Expresso, recebendo como resposta um tratamento grosseiro e mal-humorado.


O ardina, dentro da sua banca, recolhe o jornal, coloca dentro do saco e "atira" na direcção do Luis.


Apanhando tranquilamente o saco, o Luis paga e cumprimenta amigavelmente o ardina, desejando-lhe um resto de dia feliz.


Enquanto os dois amigos desciam a rua, o João perguntou-lhe:

- Ele trata-te sempre assim desta forma grosseira?

- Infelizmente, sempre foi assim...

- E Tu, respondes sempre assim, de forma tão amigável!?

- Sim, procuro sempre fazê-lo.


 

- Não percebo… Porquê ser tão educado com alguém que é tão arrogante contigo?

- Eu não dou a ninguém o direito de decidir como eu devo agir ou sentir-me.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Viva com Paixão – 9 de Dezembro 2009

Como chegar ao amanhã?

A história desta semana:

"nenhum vento sopra a favor dos que não têm um rumo"

Imagine que tinha dinheiro para viver confortavelmente o resto da sua vida. Que objectivos se propunha atingir nos próximos 3 anos? O que seria necessário acontecer para sentir "sucesso"?

Os objectivos são um factor chave da nossa existência. E existem porque o ser humano é uma "maquina" preparada para obter sucesso – o que quer que sucesso represente para cada um de nós e a cada momento… Por esse motivo, seja de uma forma consciente ou inconsciente os objectivos estão sempre presentes em todos os dias das nossas vidas.

O segredo do sucesso na vida é aprender a interpretar os nossos objectivos  (torná-los conscientes) e a usá-los em nosso benefício, definindo uma "estratégia de vida" que tire o máximo proveito dessa particularidade.

Ao tornar os nossos objectivos conscientes, estaremos prontos para retirar a máxima aprendizagem de todo o percurso e estaremos igualmente aptos a festejar as  nossas conquistas (os nossos sucessos). Agindo e sentindo a cada momento.


As suas perguntas poderosas da semana:

1- O que verdadeiramente sonho para mim, quando acredito verdadeiramente que mereço ser Feliz?
2- Estou a seguir o meu caminho ou o caminho de alguém?
3- Como tudo isto me faz sentir?


4- O que posso fazer agora para me aproximar ainda mais do Meu caminho?


Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

Como chegar ao amanhã?

O pequeno Azul pergunta ao seu velho e sábio Avô:
- Como chegar ao amanhã Avô?

E o velho sábio responde:
Primeiro, para chegar ao amanhã, é preciso querer chegar lá ...
Em seguida, devemos escolher as pousadas onde descansar e reflectir acerca do próximo caminho a percorrer.
Depois, a cada passo do caminho, perguntar o que fazer com as pedras encontradas na estrada, nas margens e no horizonte.
Manter o olhar alternadamente no futuro e a um metro dos pés.
Finalmente e sempre:
- sentir e caminhar, caminhar e sentir, sentir e caminhar...'

Como o pequeno Azul, caminhando e sobretudo sentindo, chegaremos ao nosso amanhã...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Viva com Paixão – 25 Novembro 2009

Aprender a "errar"!

A história desta semana:

Na Vida a Dor é inevitável, o Sofrimento uma opção!

Quando algo de errado acontece na nossa Vida, sentirmo-nos mal, e isso é saudável.
O evento poderá ser causado por nós ou até mesmo por terceiros. Por exemplo: Alguém de quem gostamos tem uma atitude inesperada e que nos magoa. Isso provoca dor.
O sofrimento, por seu lado, decorre das perguntas que nós fazemos a nós próprios e em consequência, é causado por nós. Exemplo: Porque é que essa pessoa me fez isso? Porque é que me acontece sempre a mim? Porque é que eu não tenho sorte com os meus relacionamento?

O mesmo acontece no que diz respeito às nossas acções e resultados. Errar é algo inevitável, o que fazemos com isso pode fazer toda a diferença…
O nosso sucesso não depende de não errarmos, depende essencialmente da forma como aproveitamos os nossos erros.



Aprenda a "errar"!

As suas perguntas poderosas da semana:
1 - Neste meu último ano, identifique um erro pessoal e um erro profissional.
2 - O que é que posso aprender, já hoje, sobre esse acontecimento que faça de mim uma pessoa ainda melhor?
3 – Como posso usar essa aprendizagem, já hoje e no futuro.

Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

Como produzir uma pérola

As pérolas são produtos do erro; criam-se em consequência da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia.

Na parte interna da concha existe uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para desta forma proteger o corpo indefeso da ostra.

Como resultado, uma linda pérola é formada.

Uma ostra que não seja ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola não é mais que uma ferida de ostra cicatrizada.

Assim, acontece na nossa vida, o que vemos muitas vezes são pessoas como "Ostras Vazias", não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam compreender e transformar a dor em conhecimento.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Viva com Paixão – 18 Novembro 2009

Quanto vale o que Acredito?

Ontem pela manha decidi fazer mais uma corrida matinal, na minha preparação para um desafio entre amigos, a acontecer em Dezembro na corrida de São Silvestre de Lisboa.

No meio da minha corrida, junto ao Tejo, deparo-me com uma equipa de limpeza de uma esplanada. O olhar de uma funcionária despertou-me a atenção; é um olhar frio, imóvel,  distante, vazio e triste.
Registo o momento e sigo na minha missão do dia: 8 km em 50 minutos…
Mais à frente, um aparente bem sucedido executivo, com um luxuoso automóvel a olhar o Tejo… o mesmo olhar: frio, imóvel, distante e triste.
Foi inevitável a associação. Da associação, foi inevitável a questão:
- O que ambos fazem de igual, em mundos aparentemente tão diferentes? Que realidades as suas mentes criam nas suas cabeças naqueles momentos?
Em que é que cada um deles acredita naquele momento?


As convicções são algo essencial no resultado da nossa vida. "Nós somos o que acreditamos."
As convicções (crenças, aquilo em que acreditamos) que temos hoje foram as necessárias e fundamentais para nos fazer chegar onde estamos hoje. Seguramente não serão suficientes para chegar ao nosso amanhã…
O grande desafio de uma vida de sucesso é avaliar e identificar as convicções que nos são úteis a cada momento da nossa vida. E, ao preço justo, libertar-nos das que já não nos são úteis… (E este último é "O" desafio!)

Vigie as suas convicções e escolha todas as manhãs no que vai acreditar no seu dia!

As suas perguntas poderosas da semana:
Em que é que acredito hoje que não me potencia a atingir os resultados que verdadeiramente quero e mereço?
Do que é que acredito ser capaz? Onde "escolhi" colocar o meu limite?
Como me sinto em relação a tudo isto?
Que pequena acção posso tomar já hoje para me aproximar ainda mais do que Eu quero?

Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

Nasrudin visita a India

O célebre e contraditório personagem sufi Mulla Nasrudin visitou a Índia.
Chegou a Calcutá e começou a passear por uma das suas movimentadas ruas.
De repente viu um homem que estava a vender o que Nasrudin acreditou que eram doces, ainda que na realidade fossem chiles apimentados.
Nasrudin era muito guloso e comprou uma grande quantidade dos supostos doces, dispondo-se a dar-se um grande banquete.

Estava muito contente, sentou-se num parque e começou a comer chiles às dentadas. Logo que mordeu o primeiro dos chiles sentiu fogo no paladar.
Eram tão apimentados aqueles "doces" que ficou com a ponta do nariz vermelha e começou a soltar lágrimas até os pés. Não obstante, Nasrudin continuava a levar os chiles à boca sem parar. Espirrava, chorava, fazia caretas de mal-estar, mas continuava a devorar os chiles.

Assombrado, um passante aproximou-se e disse-lhe:
-Amigo, não sabe que os chiles só se comem em pequenas quantidades?
Quase sem poder falar, Nasrudin comentou:
-Bom homem, creia-me, eu pensava que estava a comprar doces.
Mas Nasrudin seguia a comer chiles. O passante disse:

-Bom, está bem, mas agora que já sabes que não são doces… Por que continuas comendo-os?
Entre tosses e soluços, Nasrudin disse:
-Já que investi neles meu dinheiro, não estou disposto deitá-los fora.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Viva com Paixão – 11 Novembro 2009

Quem me rodeia hoje apoia ou destrói?

As pessoas que nos rodeiam no nosso dia a dia influenciam-nos a cada momento com as suas convicções e as suas potencialidades ou fraquezas.
Adicionalmente, nós seres humanos temos uma tendência extraordinária de espelhar nos outros as nossas potencialidades e receios (percepção é projecção)… e assim esses nossos "vizinhos de Vida" poderão estar a "ceder-nos" alguns dos seus mais preciosos e carinhosos recursos ou… "problemas".

Estarmos rodeados de pessoas que nos limitam pode ser um exercício tenebroso, senão vejamos que hipóteses dispomos:

- Hipótese A . passamos a vida a combater as suas ideias e fraquezas com o nosso mundo. Estar perto dessas pessoas torna-se assim demasiado cansativo, retirando-nos recursos essenciais para o que verdadeiramente possamos fazer de construtivo.

- Hipótese B . decidimos aceitar regras desastrosas para a nossa Vida.
Qualquer momento de distracção pode ser critico ou mesmo desastroso!

Escolha quem está a sua volta e que influencia poderá ter. E Viva a sua Vida!

As suas perguntas poderosas da semana:
Que pessoas me rodeiam hoje que me apoiam a Ser quem Eu verdadeiramente Sou?
Que pessoas me rodeiam que desafiam hoje a procurar ser cada vez mais feliz?
Que pessoas hoje me impõe limites a Ser quem Eu verdadeiramente quero Ser?
O que Eu quero aceitar de cada uma dessas pessoas se escolher Ser Feliz?


Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

A
cobra e o pirilampo

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo.
Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia.
Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:

- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.

- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Viva com Paixão – 4 Novembro 2009

Que caminho escolho fazer?

A história desta semana:

Uma homenagem às pessoas Especiais que se têm cruzado na minha vida e que escolhem Viver este Maravilhoso poema de Chico Xavier:

"A gente pode
Morar numa casa mais ou menos
Numa rua mais ou menos
E até ter um governo mais ou menos

A gente pode
Dormir numa cama mais ou menos
Comer um feijão mais ou menos
Ter um transporte mais ou menos
E até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro

A gente pode
Olhar em volta e sentir que tudo está
Mais ou menos
Tudo bem

O que a gente não pode
Mesmo, nunca, de jeito nenhum,

É amar mais ou menos,
É sonhar mais ou menos,
É ser amigo mais ou menos,
É namorar mais ou menos,
É ter fé mais ou menos,
E acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar
Uma pessoa mais ou menos"

Na Vida escolhemos entre ser especial ou mais ou menos.
Escolha bem!

 As suas perguntas poderosas da semana:
Qual o verdadeiro Sonho da minha Vida?

Como estou a Viver o sonho da minha Vida no meu dia-a-dia?
O que posso fazer ainda mais hoje, para ficar mais perto do que verdadeiramente amo?


Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

A Trilha do Bezerro

Certo dia, um bezerro precisou de atravessar uma floresta virgem para voltar ao seu pasto. Sendo um animal irracional, abriu uma trilha tortuosa... cheia de curvas... subindo e descendo colinas.
No dia seguinte, um cão que passava por ali usou essa mesma trilha torta para atravessar a floresta. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez os seus companheiros seguirem pela mesma trilha torta.

Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam a direita, à esquerda, baixando-se, desviando-se de obstáculos. Reclamavam e praguejavam, até com alguma razão . . . mas não faziam nada para mudar a trilha .

Depois de tanto uso, essa trilha acabou por ser uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em, no máximo, uma hora, caso a trilha não tivesse sido aberta por um irracional bezerro.

Muitos anos passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de uma vila e, posteriormente, a avenida principal de uma cidade.
A avenida transformou-se no centro da capital, e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro irracional, centenas de anos antes…

Os homens têm a tendência de seguir como cegos pelas trilhas de bezerros das suas mentes, e esforçam-se de sol a sol para repetir o que os outros já fizeram.

A velha e sábia floresta ri-se daqueles que percorrem a trilha, como sendo um caminho único... sem se atrever a mudá-lo. Só porque parece evidente e inevitável usá-lo.

A propósito, já escolheu o seu caminho hoje, ou vai seguir a trilha do bezerro?

domingo, 25 de outubro de 2009

We've got to live it NOW!!!

Para ouvir beeem altoooooooooo!

http://www.youtube.com/watch?v=hI2qbfMLJVQ&feature=player_embedded

I Don't Know Why
Moony

Never happy, not satisfied
Always complains for nothing
Hopes and dreams are fading away
It's not hard to figure it out
There's no doubt,... you'll find away
Live the moment, each and every day

(Refrão)
I don't know why
I can't see the beauty in front of me
I can not...
I don't know why
I can't see the beauty in front of me (in front of me)

Always thinking it’s not enough
Maybe it’s time to fight for it
Days and years are going so fast
We run set we’re full of regrets
Why keep on blaming someone else?
Love and luck are turning their back

Now I see here
It's always been there
People like their simple things
Live the moment, each and every day

(Refrão)
I don't know why
I can't see the beauty in front of me
I can not...
I don't know why
I can't see the beauty in front of me (in front of me)

Is it there?
Is it right there?
Right in front of you (right in front of you)
This is what you've been looking for
For a long, long time
Make it real, make it right now (make it right now, make it right now)
You've got to live it now

(Refrão)
I don't know why
I can't see the beauty in front of me
I can not...
I don't know why
I can't see the beauty in front of me (in front of me)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Viva com Paixão – 14 Outubro 2009

O que é o Sucesso?

A história desta semana:

O que é o Sucesso? O que significa ter sucesso? O que será necessário para ter sucesso?
A qualidade e felicidade da nossa Vida está intimamente ligada aos critérios que nós "escolhemos" como essenciais para obter Sucesso.

Será que um membro de uma tribo longínqua em África nunca terá sentido "essa tal" sensação de preenchimento e satisfação? Será que para ter "sucesso" o teremos de programar em frente a um televisor, a escutar líderes de opinião, forçar a ler as revistas que nos ensinam o que é necessário ter e saber para sentir "Sucesso"?
Será esse "dom" só exclusivo a "animais" civilizados? Ou melhor, exclusivo a "animais" formatados?

Seremos assim tão des-iluminados que necessitemos de procurar em estímulos e instruções exteriores o que será necessário acontecer para sentir Sucesso?
Esse é porventura o caminho mais penoso ainda que aparentemente mais fácil. Se não vejamos:
Se estivermos certos, estamos todos. Se estivermos errados, sofremos todos…
Creio que uma leitura rápida pelas páginas de alguns diários conseguimos responder a este última enigma.

Escolha bem!

 As suas perguntas poderosas da semana:
O que para mim significa verdadeiramente sentir Sucesso?
O que tem de acontecer hoje para eu
sentir Sucesso?
Que hábitos opto hoje e que me impedem de obter ainda mais frequente o "Meus Sucesso"?



Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

As lagartas

Um tipo de lagarta chamada processionária alimenta-se de agulhas de pinheiro. Elas movimentam-se como um desfile ondulante através dos ramos do pinheiro, uma atrás da outra, cada uma colada à cauda da que vai à sua frente.

Jean-Henri Fabri, um conhecido naturalista francês decidiu fazer uma experiência com um grupo dessas lagartas. Pacientemente, atraio-as para a boca de um grande vaso de flores, conectou a primeira lagarta à última, formando um cortejo circular encrespado que não tinha começo nem fim.

Ele esperava que os insectos fossem perceber a brincadeira, cansar-se da marcha sem fim e sair para alguma outra direcção. Mas isso não aconteceu: pela pura força do hábito, elas circularam a borda do vaso de flores por sete dias e sete noites.

 Um grande suplemento de comida estava perto, bem à mão e totalmente visível, mas ele estava fora do alcance do limite auto-imposto das lagartas.

Percebendo que as criaturas não parariam ou se redireccionariam, mesmo em face da fome extrema, Jean-Henri, gentilmente, quebrou a cadeia e conduziu a procissão faminta para o alimento e a água que estavam ali tão próximo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Viva Com Paixão – 07 Outubro 2009

A procura da felicidade

A história desta semana:

A história desta semana é-me muito particular. O motivo prende-se com o facto de ser uma história que particularmente gosto de contar a amigos em momentos "especiais das suas Vidas"…

Um dos grandes desafios da sociedade moderna são as suas convicções. Deixamos esses pilares da nossa "experiência" (Vida) serem manipulados por grandes maquinas de "programação"; como sejam: televisão, "comentadores de vida", ídolos sociais, entre outros.

Todos esses mecanismos adormecem-nos e tiram-nos do presente e do contacto connosco próprios. Tiram-nos do contacto com a nossa "experiência" e do nosso "caminho".
Regra geral esses mecanismos usam uma estratégia de comparação com os outros e não connosco próprios, de resto, a estratégia chave para a infelicidade: comparar a nossa Vida com aquilo que nós… "pensamos", que é a vida dos outros; (chega a ser irónico!)

A  fase chave da nossa desastrosa "programação" é: Se fosse assim tão simples ser feliz, não havia tantas pessoas deprimidas e infelizes… Tal proeza está reservada "aqueles". Bingo! Mais uma Vida a favor dos "programadores" e menos uma "Experiência" disponível para fazer um mundo um pouco melhor e procurar activamente a sua Felicidade e Preenchimento… Mais uma vítima que Escolheu o caminho mais fácil!

Esta realidade existe. Agora Ou aceitamos Ou escolhemos uma outra que nos permita Viver.

Escolha bem!

 As suas perguntas poderosas da semana:
De que momentos da minha Vida mais me orgulho?
Quem quero verdadeiramente Ser? Pessoal, Profissional, Familiarmente.
Que acção posso fazer já hoje para me aproximar de quem Verdadeiramente quero Ser?
Como essa acção me faz sentir?



Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

O Barbeiro

Um homem foi ao barbeiro.
E enquanto lhe era cortado o seu cabelo fazia conversa com o Barbeiro.
Falava da Alegria e do Amor e do simples que era ser Feliz.

Passado algum tempo, o Barbeiro, incrédulo não aguentou:
- Deixe-se disso amigo, isso não existe!
- Porquê é que diz isso?
- Ora, se a Felicidade e o Amor fosse assim tão simples, não haveria tantas pessoas miseráveis, tão desesperados com a sua Vida e tão infelizes! Olhe à sua volta e veja a tristeza que existe no rosto das pessoas. É só andar pelas ruas e ver!
- Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é?
- Sim, claro!

O freguês pagou o corte e saiu. Quando viu um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba por fazer, suja, abaixo do pescoço…
Não aguentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:

- Sabe de uma coisa? Não acredito em barbeiros!
- Como?
- Sim, se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!
- Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!

- Agora, você entendeu.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Viva com Paixão – 30 Setembro 2009

Que realidade escolhe ver?

A história desta semana:

Na Vida escolhemos a cada momento o que queremos ver. A nossa percepção limita a nossa "realidade".
A nossa "realidade" filtra os nossos pensamentos, os nossos pensamentos induzem as nossas emoções e as nossas emoções condicionam as nossas acções.

Quando muitas vezes nos focamos exclusivamente nos problemas e nas dificuldades, estamos a condicionar o que vemos, o que acreditamos, o que sentimos e a forma como agimos. Transformando a percepção na nossa realidade, transformamos a nossa Vida… Para o Bem ou para o Mal, para os Recursos ou para os Problemas. A dimensão dos nossos problemas são "escolhidos" a cada momento, pela nossa percepção.

O comando das nossas percepções são as nossas perguntas. As nossas perguntas são o comando das nossas Vidas.

Escolha bem!

 As suas perguntas poderosas da semana:
Se ontem tivesse sido o último dia da minha Vida:
O que concretizei até ontem que me orgulha?
Quem eu verdadeiramente Amo e me Ama a mim?
A quem me sinto grato?
O que é que no dia de hoje me faz sentir feliz?


Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

Torne-se um lago

Um velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal num copo de água e bebesse.

- "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.
- "Mau " disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem colocou o sal no lago, então o velho disse:
- "Beba um pouco dessa água". Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- "Qual é o gosto?"
- "Bom!" disse o rapaz.
- Você sente o paladar do "sal" perguntou o Mestre?
- "Não" disse o jovem.

O Mestre sentou-se ao lado do jovem, agarrou a sua mão e disse-lhe:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Quando sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas.

Deixe de ser um copo.
Torne-se num lago...

Excelente reflexão

Incentivar alguém a procurar a excelência não tira, em alguns momentos, o foco maior que é "SER FELIZ"? Ser "o supra-sumo da hortaliça" assegura a felicidade? Ou quando o formos iremos aspirar a sermos o "hiper-supra-mega-sumo da hortaliça"?

O autor deste texto que se segue é João Pereira Coutinho, jornalista.
Vale a pena ler!

"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Viva Com Paixão – 30 Setembro 2009

Que realidade escolhe ver?

A história desta semana:

Na Vida escolhemos a cada momento o que queremos ver. A nossa percepção limita a nossa "realidade".
A nossa "realidade" filtra os nossos pensamentos, os nossos pensamentos induzem as nossas emoções e as nossas emoções condicionam as nossas acções.

Quando muitas vezes nos focamos exclusivamente nos problemas e nas dificuldades, estamos a condicionar o que vemos, o que acreditamos, o que sentimos e a forma como agimos. Transformando a percepção na nossa realidade, transformamos a nossa Vida… Para o Bem ou para o Mal, para os Recursos ou para os Problemas. A dimensão dos nossos problemas são "escolhidos" a cada momento, pela nossa percepção.

O comando das nossas percepções são as nossas perguntas. As nossas perguntas são o comando das nossas Vidas.

Escolha bem!

 As suas perguntas poderosas da semana:
Se ontem tivesse sido o último dia da minha Vida:
O que concretizei até ontem que me orgulha?
Quem eu verdadeiramente Amo e me Ama a mim?
A quem me sinto grato?
O que é que no dia de hoje me faz sentir feliz?


Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

Torne-se um lago

Um velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal num copo de água e bebesse.

- "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.
- "Mau " disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem colocou o sal no lago, então o velho disse:
- "Beba um pouco dessa água". Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- "Qual é o gosto?"
- "Bom!" disse o rapaz.
- Você sente o paladar do "sal" perguntou o Mestre?
- "Não" disse o jovem.

O Mestre sentou-se ao lado do jovem, agarrou a sua mão e disse-lhe:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Quando sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas.

Deixe de ser um copo.
Torne-se num lago...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Gestão de Tempo

Más Noticias: o tempo voa
Boas Noticias: você é o piloto

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A pequena diferença na definição de objectivos

O objectivo é um mecanismo essencial para o nosso desempenho.

Não recorrer dessa ferramenta é como pilotar um avião sem definir qualquer destino.
Que recursos são indicados? Teremos o combustível necessário? Faltará pouco ou muito para a viajem terminar? Teremos a aeronave indicada? Teremos que efectuar abastecimentos intermédios?

Ainda que tudo isso seja uma verdade inevitável para todos é recorrente escutar em função da pergunta: O que verdadeiramente deseja? - como resposta: O que eu não quero é…
E aqui reside o primeiro desafio da definição de objectivos: Focalização do “Eu não quero”, em vez do que “Eu quero”!Apenas sabendo o que queremos conseguimos mais facilmente perseguir.

O primeiro passo é entender a diferença.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lógica vs. Intuição

Pois é, a resposta correcta é:
o envelope custa 0.05 cêntimos e o selo, que custa mais um euro, custa 1.05 €. Só assim, ambos custam 1.10 €.

Esta é uma chamada de atenção para o facto de o nosso cérebro avaliar uma dada situação e, dependendo de como avalia a relação entre a velocidade e a precisão, decidir se há-de seguir atalhos. Os atalhos são ajudas preciosas. No entanto, levam-nos ao engano muitas vezes.

O psicólogo Daniel Kahneman e o seu colaborador Amos Tversky estudaram as regras de decisão e como estas influenciam o comportamento humano.

Na maior parte das vezes, o cérebro dá preferência à velocidade (o pensamento lógico requer bastante esforço). Interpreta os acontecimentos com base em regras que constrói com as experiências anteriores. Nas outras vezes, utiliza uma abordagem demorada e cuidadosa, adequada à resolução de problemas de matemática ou quebra-cabeças de lógica.

A resposta pronta ao problema que lancei é intuitiva. Atalhos mentais deste tipo são muito comuns. A maior parte do tempo, a resposta intuitiva é suficiente, mesmo que esteja errada.

É o que acontece com os julgamentos rápidos que fazemos, quotidianamente, acerca de pessoas que conhecemos mal. A forte tendência para atribuir, sem muitas evidências, grupos de características a determinadas pessoas é a forma mais rápida de decidir o nosso comportamento mas pode ser a causa de esterótipos e preconceitos.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Um problema de intuição

Tentem resolver rapidamente o seguinte problema: um envelope e um selo custam 1,10 euros. O selo custa mais 1 euro do que o envelope. Quanto é que custa o envelope?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Poema fantástico de Chico Xavier

“A gente pode
Morar numa casa mais ou menos
Numa rua mais ou menos
E até ter um governo mais ou menos

A gente pode
Dormir numa cama mais ou menos
Comer um feijão mais ou menos
Ter um transporte mais ou menos
E até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro

A gente pode
Olhar em volta e sentir que tudo está
Mais ou menos

Tudo bem

O que a gente não pode
Mesmo, nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos,
É sonhar mais ou menos,
É ser amigo mais ou menos,
É namorar mais ou menos,
É ter fé mais ou menos,
E acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar
Uma pessoa mais ou menos”

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Estar em Causa ou no Efeito

Esta pergunta foi a vencedora num congresso sobre vida sustentável:

"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos...
Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Percepção é projecção

Por algum momento já deu por si a pensar que alguém que estava diante de si, se estava a comportar de uma forma “carinhosa” ou “empenhada” ou “feliz” ou “teimosa” ou “raivosa” ou “ciumenta” ou “invejosa”?

Pois bem, para ter qualquer destes pensamentos a nossa mente tem de conseguir – se projectar – nesse comportamento. O mesmo é dizer, teremos que nos ver ou rever nesse comportamento, para assim entendermos que esse comportamento que agora analisamos, corresponde ao que no passado ou no presente nós já vivemos. Assim faremos o Match e classificamos cada comportamento dos “outros”.

Dessa forma, é-nos comum ver um série de “problemas” nos outros… que no fundo nos pertencem a nós!
Da mesma forma, se o nosso focus estiver preenchido com sorrisos mais fácil será ver sorrisos, se estiver preenchido com mentira e traição mais fácil será ver mentira e traição.

Independentemente do que escolhermos ver, previamente já estamos a sentir.

Escolha bem!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O pensamento positivo pode não ser assim tão positivo...

Foi publicado um artigo no The Times este mês que apresenta o “lado lunar” do pensamento positivo.

Joanne Wood, Professora de Psicologia na Universidade de Waterloo, Canadá, realizou um estudo que demonstra que o pensamento positivo e a repetição de frases do tipo “Eu consigo!”, “Eu sou uma pessoa fantástica!” pode ter efeitos mais negativos do que positivos para pessoas com uma fraca auto-estima.

A repetição de afirmações positivas funciona apenas se vierem reforçar aquilo em que a pessoa já acredita.

Caso contrário, alguém com uma fraca auto-confiança quando diz “Sou uma pessoa encantadora” pode estar a pensar “Bem, nem sempre sou encantadora” ou “Não sou tão encantadora como gostaria de ser”. Estes pensamentos negativos acabam, então, por se sobrepor aos positivos.

Agora aprofundando a justificação Psi:

Quando opiniões, informações ou crenças são incompatíveis entre si provocam dissonância cognitiva. Como é psicologicamente desconfortável manter cognições contraditórias, a pessoa tende a substituir as recém chegadas por outras que “encaixem” nas já existentes.

Festinger defende que existem ainda mais duas formas de se lidar com a dissonância cognitiva: adquirir novas informações ou crenças que aumentem a consonância, ou desvalorizar as crenças que provocam a incompatibilidade.

E é por isto que concordo com a ideia de que pessoas com muito fraca auto-estima necessitam, uma primeira fase, mais de pensamento “construtivo” do que de pensamento positivo (entendido no sentido da verbalização/repetição de frases como as que descrevi).

Nestes casos será trabalhando no domínio do que é possível, um passo de cada vez, que se consegue alcançar o que anteriormente poderia ser entendido como impossível!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Porque será? É mais que Guaraná!

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Bons Amigos

Na estrada a caminho de minha casa há um pasto.
Nesse pasto vivem dois cavalos.
De longe, parecem cavalos como outros cavalos quaisquer, ainda assim, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego.

Contudo, o dono não se desfez dele e encontrou-lhe um amigo - um cavalo mais jovem. Se ficar a observar, ouve um sino. Quando procura de onde vem o som, verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor.
Assim, o cavalo cego sabe onde está o seu companheiro e segue-o. Ambos passam os dias a comer e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até ao estábulo.
E percebemos que o cavalo com o sino está sempre a olhar se o outro o acompanha e, às vezes pára, para que o outro possa alcançá-lo.

O cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está a levar para o caminho certo. Como o dono desses dois cavalos, Deus (qualquer que seja o nosso) não nos abandona só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios.
Em vez disso Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos – por esse motivo devemos estar sempre à espera de pessoas especiais nas nossas vidas.
Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca nas nossas vidas. Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar o seu caminho.
E assim são os bons amigos.
Você não precisa vê-los, eles estão lá.

Por favor, ouça o meu sino. Eu também ouvirei o seu!

Pai do Ano - Força de Vontade e Acreditar MAXIMO

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Profundidade da sua marca.

Profundidade ?

Meu mundo. De onde estou a partir ? Para quero ir ? Como chego lá ? Minha profundidade nada mais é do que a base de minha acção.

Neste exacto momento, 256.865 pessoas jogam Poker online, 7.724.843 ensinam crianças a escrever, 14.760 compõe melodias no piano e 941 meditam em silêncio contra a parede, estes ultimos são muito poucos....

Mais de 99% do mundo passa desapercebido, simplesmente porque estamos muito ocupados com nossos próprios dilemas. Somos escravos de nossas preferências (”gosto” e “não gosto”) e sequer lembramos como tais personagens se formaram ou quando assumiram o controle de nossa mente. Somos marxistas, benfiquistas e contra a pena de morte... Gostamos do Telerural, odiamos acordar cedo.

Essa fixação a certas referencias deixa-nos encapsulados e limitados a um número específico de acções, em contacto com uma quantidade muito pequena de seres e universos, incapazes de acessar outras práticas, modos de ser, sensações, emoções, visões.

Há um vasto mundo fora de nossa mente! Apenas um exemplo: Um amigo liga-me contando a sua mais recente aventura extra conjugal, fala-me de seu deslumbramento amoroso, ri alto ao descrever suas cenas.

Mas o que é mesmo uma aventura amorosa extra casamento? Em meu mundo actual, na pele congruente do homem que procuro ser, no verdadeiro walk the talk,. A ideia de algum deslumbramento amoroso com outra mulher que não a minha... não passa disso mesmo, uma ideia, uma fantasia, tão infantil como tantas outras. Mas perigosa se solta na mente, há procura de realidade.

Felizmente, meu horizonte do real termina antes. Minha realidade não tem espaço para isso.
A procura de sexo junto de outra, isto indica-me que algo não está bem. Prefiro ir á procura do como é que isto aconteceu, do que a solução rapida e por vezes tão facil dos braços de uma pessoa que procura tambem o quick fix emocional.

Alguém pode ser considerado superficial por não se aprofundar em nada, mas esse sentido convencional (focado no objecto) não é tão interessante quanto a ideia de superficialidade como sendo uma restrita espacialidade do sujeito.

Se prestarmos atenção no que estamos tentando expressar quando dizemos que alguém é superficial, veremos que criticamos o tamanho de seu mundo, não sua capacidade de análise. Isso explica por que existem pessoas extremamente profundas que são iletradas e pouco inteligentes.

A pergunta correta é: qual o tamanho do mundo em que você vive?Alan Wallace sempre recorre a essa frase de William James: “For the moment, what we attend to is reality”. Ou seja, nosso mundo é do tamanho do nosso foco de atenção.

É como se nossa consciência flutuasse por diferentes níveis de percepção que desvelam diferentes níveis de realidade (o que Ken Wilber chama de “centro de gravidade”).

“Macbeth exists, but not for my dog. Cells with DNA exist, but they can only be seen by subjects using microscopes [...] Nirvana exists, but not for a dualistic state of consciousness, and so on. Phenomena ex-ist, stand forth, or shine only for subjects who can enact and co-create them.” (Ken Wilber).

No entanto, isso não significa que nossa realidade sensorial é apenas uma alucinação, ou que carregamos um mapa mental com interpretações subjectivas de um universo exterior comum a todos. Essas duas visões são extremas: uma nega totalmente o mundo exterior, a outra afirma sua solidez com ingenuidade.

Uma visão mais interessante apenas acrescenta uma frase ao senso comum: nós estamos dentro do mundo tanto quanto o mundo está dentro de nós. Ora, quando nos relacionamos com alguém, de fato não estabelecemos contacto lá fora, mas com a pessoa que surge em nosso mundo, em nosso espaço sensorial.

Para testar essa ideia, passe uma semana se relacionando com a imagem de alguém em sua mente (lembrando as qualidades positivas, por exemplo). Depois, encontre essa pessoa e veja como a relação mudou, como a pessoa surgirá de outra forma. Se procurar as qualidades negativas, criará e se relacionará com um monstro – e a outra pessoa vai agir como tal! Se procurar as positivas, ela lhe parecerá muito mais simpática…

O outro nos constrói e é por nós construído. Se assim não fosse, nunca teríamos registos dos famosos casos de velhos amigos que de um dia para outro, se apaixonam loucamente.O outro talvez esteja mesmo dentro de nós e por isso conseguimos sentir o que ele sente, ver o que ele vê, ouvi-lo sem que ele fale.

Porém, como a origem das alegrias é sempre a mesma das complicações, temos aqui um grande problema! Se nosso mundo não tem espaço para o outro, a relação é impossível ainda que ele esteja bem à nossa frente. Ele vem com suas visões, acções, maneiras de agir, histórias, emoções, palavras, sons. Quanto disso tudo cabe em nossa percepção? Quando ele nasce para nós, ele está inteiro ou está com apenas 10% de si? Sem querer, mutilamos muita gente.

Não oferecemos vastos espaços emocionais e cognitivos para que outros possam se apresentar. Nosso ambiente é estreito demais para validar fenómenos de outros mundos.Enquanto muitas pessoas deixam 90% de si em casa porque sabem que não serão vistas se saírem completas aos encontros, existe também o processo inverso: o outro vê 1000% e mais algo!

Qualquer pessoa apaixonada conhece bem a sensação de expansão de mundo que ocorre apenas pela presença do parceiro. O outro aproxima-se e eu começo a ver o que antes não via. Isso ocorre porque nós não andamos todos em um só mundo. Nós andamos em mundos. Quando conhecemos alguém, somos iniciados em um universo completo de árvores, carros, ruas, pensamentos, janelas, barulhos.

O outro não vem só com dois olhos, uma boca, duas pernas e algumas ideias novas. Não, o outro vem, traz seu universo inteiro, coloca dentro de você e então, magicamente, você começa a ver novas coisas lá fora. Ele coloca uma lua que não tinha e a aquela lá longe no céu começa a parecer diferente. O universo dele também inclui uma nova pessoa igualzinha a você. É com essa pessoa que ele vai se relacionar quando se dirigir ao seu corpo.

Ele vai acolher, com um sorriso, 100% de tudo o que você é e já foi. Todos os erros, acertos, problemas e virtudes. E ainda vai deixar um longo espaço para você ser mais, existir mais. Um abraço no seu passado e uma condução para seu futuro. É assim que ele vai construir você.

De repente, você fará algo que nunca se imaginou fazendo, sentirá subtilezas nunca acessadas, ficará imerso em um fresco que lhe deixará renascido. De fato, você terá nascido de novo.No momento em que nascemos para alguém e renascemos para nós mesmos, um processo delicioso e cruel se inicia.

Começamos a compartilhar mundos e construir sensações, objectos, identidades ali dentro. Vemos filmes, costuramos histórias, recontamos nossa vida inteira (para que ela possa ganhar outras cores aos olhos do outro), coleccionamos orgasmos e compramos juntos uma máquina de lavar roupa. Sentimos que aquele novo personagem é, enfim, nosso verdadeiro eu! Tudo dentro do nosso mundo compartilhado. Angelical, inesquecível, apaixonante… até a crueldade aparecer. Basta um “chega! Não quero mais ficar nesta relação”. O outro nos abandona e se vai.

Mas ele não leva apenas seu corpo para fora do nosso mundo. Ele leva filmes, orgasmos e CDs. Ele leva nossa história de vida recontada e o universo inteiro no qual nós estávamos vivendo! Mais ainda: ele leva-nos embora de nós mesmos, destroçando nosso “verdadeiro self” que demoramos tanto para encontrar.

Mundos e identidades interpenetradas. Somos profundos ou superficiais na medida em que nos comportamos dentro desse processo de nascimentos e mortes. Nossa profundidade é o espaço que o universo tem para nos invadir com seus ruídos, com suas artes e movimentos. Nosso mundo interno tem as mesmas dimensões da realidade que surge aos nossos olhos. O mundo nos entrega exactamente aquilo que podemos abraçar.

No lugar em que você vive, quantas pessoas jogam Poker? Quantos meditam contra a parede? Qual a população total? Quantas pessoas estão tendo orgasmos agora? Quantas pessoas nascem completas, sem mutilações? Qual o tamanho do seu mundo?

Prática inicial:

O treino em profundidade pode ser dividido em duas camadas. Na primeira, trabalhamos com nossas identidades e mundos directamente, por dentro e por fora. Na segunda, ignoramos identidades e mundos e vamos directo à base.

A prática da primeira camada é a mais simples. Sabendo que o nosso mundo interior é precisamente o universo todo que aparece ao nosso redor, temos duas direcções possíveis para expandir nossos mundos. Para expandir nosso espaço interior, desbravamos todos os locais fora de casa: viajamos para outros estados e países, entramos em bares e casas, conhecemos pessoas diversas, conversamos com pacientes terminais, caminhamos pelas ruas e feiras de um bairro distante.

Para aumentar nosso mundo externo, exploramos nossa própria mente: ouvimos músicas, lemos todos os livros que encontramos, imergimos nas artes, aprendemos linguagens, construímos labirintos de pensamentos, decoramos pequenos poemas. Uma bela praia, a mente ganha vastidão. Um filme profundo, a realidade inteira muda. Como a causalidade é mútua, actuamos dentro para mudar fora, e fora para mudar dentro.

Por mais fascinante que seja o desbravamento de realidades interiores e exteriores, isso não tem fim! Chegará um momento em que a multiplicidade de experiências não mais conduzirá a um aprofundamento de nosso centro de gravidade.

O mundo se amplia, sim, e com ele nossa confusão e dispersão. A fonte autêntica de profundidade não é nenhuma experiência privilegiada, mas a própria fonte de experiências e mundos. Por mais amplo que nosso mundo possa ser, sempre terminaremos por mutilar outros seres. Para oferecer espaço a qualquer experiência, nosso centro de gravidade não pode estar vinculado a um mundo específico.

Temos de manter um pé dentro e outro fora do mundo.No treino em liberdade, a meditação ajuda a superar os automatismos e as respostas condicionadas. Da perspectiva da prática da profundidade, a meditação promove o fortalecimento de nossos pés em uma base anterior às complicações. Um homem profundo não está no mundo tanto quanto o mundo está nele.

Sua âncora é o próprio espaço. Livre de um mundo específico, ele pode habitar ou receber qualquer mundo. Pois é isso que acontece em qualquer relação: oferecemos nosso mundo enquanto gentilmente adentramos o mundo do outro.

Qual mundo você oferece às pessoas que conhece? Em qual mundo você as faz nascer? Em qual mundo elas convivem com você? Quais áreas dos outros você não consegue tocar? Um homem superficial vive em um mundo com 13 ou 14 pessoas, mais os jogadores da sua equipe de futebol. É só isso que ele tem a oferecer e é somente tais territórios que ele percorrerá nos outros.

Quando os pais de sua esposa morrem, o homem superficial não sabe bem o que dizer. Por outro lado, um homem profundo vive em um mundo com 6 triliões de seres. Se as coisas vão mal para ele, há mais de 5 triliões de seres com os quais se alegrar. Quando os pais de sua mulher morrem, esse homem tem ao seu lado todos os grandes sábios da humanidade.

Em sua mente, se encontram visões budistas e toltecas, existencialistas e spinozanas. Com sua simples presença, o homem profundo adiciona riqueza e vastidão a qualquer acontecimento. Quando o procuram, as pessoas não querem conselhos, elas querem apenas que o acontecido exista em um universo amplo.

Elas mesmos querem existir em tal universo profundo e por isso se apresentam a ele.Quanto mais profunda for sua base, mais eventos e seres poderá abraçar. Quando outros precisarem de sua ajuda, quanto maior seu mundo, mais saídas, novas identidades, esconderijos e abrigos você poderá proporcionar.Contemplação em três temposQue a prática comece agora. Colocamos Bach para tocar: Ária da Suite Nº 3 para Orquestra.

Uma versão diferente, seja no violoncelo, no violão ou na voz de Bobby McFerrin. Sentamos e respiramos pelo abdómen. Todo o nosso passado começa a passar como um filme na mente. O dia de ontem, meses atrás, nossa infância, cenas que nunca vamos lembrar, flashes do que não vivemos, o passado antes de nosso passado, as décadas, os séculos.

Viramos animais, células, átomos. Big Bang. Antes do Big Bang… Nossa mente contempla e inclui tudo. O passado desenrola em nosso espaço. Tudo é quase inexistente de tão límpido.A próxima música é de Wim Mertens: Struggle For Pleasure.

Agora é o presente que se mostra e se desfaz. Uma tensão entre movimentos rápidos e lentos faz surgir todas as imagens de nosso mundo actual: o pessoal do trabalho, a namorada, os amigos da Internet que você nunca viu, as guerras do outro lado do planeta, os actores da TV, sua família, seu vizinho que você não conhece. Você olha com olhos de extraterrestre para cada detalhe.

O movimento é frenético, nada permanece. Há apenas espaço… e música.A terceira contemplação acontece ao som de Lotus Feet ( com o grupo Shakti ou com Paco de Lúcia), de John McLaughlin. Nós já não estamos em um mundo. Como uma flor de lótus invertida, nossos pés se sustentam em uma espacialidade infinita e nossas mãos tocam todo o lixo do mundo.

Olhamos para todos os lados e os mundos seguem rodopiando dentro da mandala da confusão. Cada um com uma história de vida, amor e morte. Quando a música acaba, podemos continuar brincando de deuses da vastidão. Cada ser que passar por nós receberá um espaço no qual ele poderá se esticar inteiro, um vazio que pedirá para ele se descobrir assim também, pura abertura.

Nosso presente será em forma de novas visões, novos universos, linguagens, construções. Será em forma de poesia e vai encher de detalhes as experiências mais comuns. Ao agir a partir da base, ofereceremos densidade. Por não estarmos localizados em nenhum mundo específico, nosso pé pra fora concederá ares de mistério não só a nós como a tudo o que presenciarmos.

Mas nosso presente não será nada disso! Vamos nos abrir e deixar o outro entrar, inteiro. E vamos penetrar o outro por completo. Nosso presente será a profundidade desses dois mergulhos.....

Muito Obrigado pela vossa atenção !!!

Deveria ter sido fácil ler estas palavras, mas provalvelmente, não foi....


Hugo Sanina

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Desenrascanço, a palavra que os ingleses quereriam ter

A minha irmã enviou-me um texto fabuloso sobre o tipicamente português "desenrascanço".

Um site norte-americano fez uma lista das 10 palavras estrangeiras que mais falta fazem à língua inglesa. A palavra portuguesa "desenrascanço" é a que lidera. Esta é a expressão que, segundo os autores do site norte-americano, mais falta faz ao vocabulário inglês. Depois de percorrer duas páginas com explicações das nove palavras estrangeiras mais fixes, chega-se ao número 1. A falta da cedilha não importa para se perceber que estamos a falar do "desenrascanço", tão típico da nossa cultura.

O "desenrascanco", segundo os norte-americanos:

"Desenrascanco: a arte de encontrar a solução para um problema no último minuto, sem planeamento e sem meios", explica o site dando como exemplo a célebre personagem de uma série de televisão MacGyver.

"O que é interessante sobre o desenrascanco - a palavra portuguesa para estas soluções de último minuto - é o que ela revela sobre essa cultura". "Enquanto a maioria de nós [norte-americanos] crescemos sob o lema dos escuteiros 'sempre preparados', os portugueses fazem exactamente o contrário", prosseguem os autores.

"Conseguir uma improvisação de última hora que, não se sabe bem como, mas funciona, é o que eles [portugueses] consideram como uma das aptidões mais valiosas: até a ensinam na universidade e nas forças armadas. Eles acreditam que esta capacidade tem sido a chave da sua sobrevivência durante séculos".

"E não se ria: a uma dada altura eles conseguiram construir um império que se estendeu do Brasil às Filipinas" à custa do desenrascanço, sublinham os autores, terminando o texto:

"Que se lixe a preparação. Eles têm desenrascanco", termina o artigo.

Pois é, é assim que nos vêem! Os estereótipos são tramados.

A lista está em: http://www.cracked.com/article_17251_p2.html

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A Experiência das escolhas

É inevitavel escolhermos mal de quando em vez. Viver é isso mesmo. Escolher!
Escolher umas vezes bem outras menos bem.

Espero que me entendam... Eu valorizo o Sucesso e ganhar é importante para mim...
É por esse motivo que afincadamente, todos os dias, me empenho em reduzir a minha "margem de erro". Ainda que a falha esteja sempre destinada para aqueles que Escolhem Viver e por isso Vivem a Escolher.


- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas .
- E como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

DesPropaganda Plolitica

O que se passa com os nossos políticos?

Se alguém vos pedir: "Não pense agora num elefante amarelo!"O que pensavam? Claro que a primeira coisa que nós faríamos seria: Pensar num elefante amarelo. Ou se preferirem, peçam a uma criança para "Não mexer no comando"; onde acham que ele irá mexer... claro, no comando.

Tal evidência deve-se à nossa natural capacidade de visualizar aquilo que outras pessoas nos estão a transmitir. Funciona como uma espécie de filme exclusivo, que passa apenas dentro da nossa cabeça, em função do "guião" que nos é dado... Daí que palavras como não, nunca mais, etc, tenham de facto um impacto menor que aquele que a estrutura geral da frase efectivamente tem.
Básico, certo?

Ora então vejamos:
PSD - Manuela Ferreira Leite:
Campanha actual: Não Desista. Somos todos precisos -- Objectivo: Abstenção?
(opção: Acredite. Somos todos precisos) -- Objectivo: Eleição

Partido Popular - Nuno Melo:
Campanha actual: Não andamos a brincar aos politicos -- Objectivo: Queimar politicamente o candidato?
(opção: Estamos sérios na política) -- Objectivo: Adicionar imagem de maturidade politica ao candidato...

Ser eleitor em Portugal não é fácil...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A importância de saber chegar a casa

Mário Cordeiro, pediatra, disse, numa conferência organizada pelo Departamento de Assuntos Sociais e Culturais da Câmara Municipal de Oeiras, que muitas birras e até problemas mais graves poderiam ser evitados se os pais conseguissem largar tudo quando chegam a casa para se dedicarem inteiramente aos seus filhos durante dez minutos.

Ao fim do dia os filhos têm tantas saudades dos pais e têm uma expectativa tão grande em relação ao momento da sua chegada a casa que bastava chegar, largar a pasta e o telemóvel e ficar exclusivamente disponível para eles, para os saciar. Passados dez minutos eles próprios deixam os pais naturalmente e voltam para as suas brincadeiras. Estes dez minutos de atenção exclusiva servem para os tranquilizar, para eles sentirem que os pais também morrem de saudades deles e que são uma prioridade absoluta na sua vida.

Por outras palavras, uma criança que espera pelos pais o dia inteiro e, quando os vê chegar, não os sente disponíveis para ela, acaba fatalmente por chamar a sua atenção da pior forma.

É bom perceber que está nas nossas mãos fazer o tempo correr a favor de todos!

in Boletim de Julho da Acreditar

terça-feira, 19 de maio de 2009

Organizações que aprendem

Tenho estado a trabalhar num projecto que retoma um conceito já antigo de "Organizações que Aprendem". Durante o trabalho, encontrei um conjunto de ideias sui generis de Tom Peters para combater a insipiência de determinadas organizações. Aqui vão elas.

Organizações curiosas (Tom Peters em tom prescritivo):

1- Contratar pessoas curiosas
2- Recrutar alguns malucos autênticos
3- Por a andar os estúpidos e apoiar os malucos
4- Procurar juventude
5- Insistir para que toda a gente vá de férias
6- Apoiar sabáticas generosas
7- Desenvolver novos modelos de interacção
8- Criar clubes e apoiar programas educativos interessantes
9- Medir a curiosidade
10- Despistar um trabalho bizarro
11- Olhar-se ao espelho
12- Ensinar curiosidade
13- Tornar as coisas divertidas
14- Mudar de ritmo

Estas sugestões de Tom Peters, defendendo explicitamente um momentâneo lunatismo e revirando do avesso o conceito de organização, tem por base a ideia de destruição e reconstrução. De nada serve alterar ou modificar ordeiramente a estrutura orgânica de uma entidade. Melhor seria, para Peters, desfazer e reconstruir uma organização flexível.

De vez em quando é preciso um "abanão" para que haja mudança de facto.

sábado, 16 de maio de 2009

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O que queremos do nosso tempo?

O tempo que usamos nas nossas vidas é único e irrepetível. No nosso dia-a-dia as escolhas que fazemos reflectem-se nas experiências da nossa "viagem"...

Se a sua vida for uma viagem; quando terminar, que momentos quer recordar dela? Viva-os agora intensamente...


Deixe-vos um vídeo animado sobre a "viagem" de um Calceteiro"
http://www.youtube.com/watch?v=7g45_UMEsLM

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Eu penso logo mudo

Cada vez que pensamos, mudamos.

Mudamos os impulsos eléctricos do nosso cérebro e alteramos a probabilidade de qual será o nosso próximo pensamento. Assim, cada pensamento, cada fantasia, cada receio, cada acção e reacção que temos muda a probabilidade do que pensaremos, do que sentiremos e de como reagiremos no futuro.

Neste preciso momento em que está a ler este post está em plena mudança, está a percorrer um caminho de pequenas, progressivas e silenciosas mudanças que definirão quem será amanhã.

E a mudança é inevitável!

Este processo orgânico, de evolução contínua, lembra-nos que temos infinitas oportunidades se melhorarmos quem somos!

E para rematar:

“It is not the strongest of the species who survive,
not the most intelligent but
those who are the most adaptive to change.”
Charles Darwin

As nossas decisões mudam-nos. Aceita uma deliciosa e inspiradora sugestão de leitura?

Embracing Change de Tony Buzan

Eu decidi ler e inspirou-me para este post :0)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O mito do centésimo macaco

Há um mito engraçado que basicamente postula que quando mais e mais pessoas aprendem a comportar-se de maneira diferente chega um momento em que se atinge a massa crítica e toda a população adopta espontaneamente esses comportamentos como norma.

O mito nasceu a partir de uma experiência feita nos anos 50 com macacos numa ilha do norte do Japão. Posteriormente, Ken Keyes escreveu um livro intitulado "O centésimo macaco" em que procurava evidenciar a importância do pensamento positivo e das boas acções para tornar o mundo melhor.

É só um mito... ainda assim, como também aprendemos através do exemplo, podemos torná-lo realidade.

domingo, 3 de maio de 2009

Disponibilidade para errar.

O nosso principal “erro” em tempo de “crises” é a tendência que temos para aceitarmos as propostas mais fáceis e que exigem menos de nós, em vez de procurarmos aquelas que mais nos poderão trazer sucesso (o que quer que sucesso represente para cada um de nós, a cada momento). As soluções que nos trouxeram até aqui possivelmente não serão as mesmas que nos levarão até ao próximo “nível”. Habitualmente estas novas opções estão fora da nossa zona de conforto e por isso envolvem uma determinação em procurar novos standard e novas formas de “olhar”. Pressuposto: Ter Sempre disponibilidade para “errar”. A escolha é sempre nossa!