terça-feira, 1 de março de 2011

Viva com Paixão - 23 Fevereiro 2011

"Para crescer... junte a compreensão do Oriente e o saber do Ocidente, e em seguida, busque."
Gurdgief


Gurdgief foi um extraordinário filosofo Russo do inicio do século XX e que nos trouxe ao Ocidente grande ensinamentos sobre o Eneagrama, estudando profundamento conhecimentos milenares de diferentes povos e tradições.


O nosso grande crescimento passa acima de tudo pela nossa auto-aceitação e pela compreensão dos que nos rodeiam.
Para isso somos forçados a desenvolver a arma... da flexibilidade.

É por isso que hoje vos conto esta história 

O Bambu


A suave brisa foi transformando-se num ligeiro vento. O mar que havia permanecido tranquilo levantou-se em enormes ondas. Então ventos fortes arrancaram as árvores rígidas, que foram submersas pela maré e condenadas a permanecerem no fundo do oceano.

O temporal devastou a ilha que outrora estivera coberta de palmeiras.
A desolação fez com que as aves emigrassem para terras distantes, onde construíram os seus novos ninhos.


Quando algumas árvores rígidas cresciam e chegavam a uma certa altura, a fúria dos ventos e a força das ondas, arrancavam-nas e destroçavam-nas.


O tempo trouxe à ilha uma nova semente, que ao brotar aprofundou a sua raiz, firmando-se fortemente na terra, em seguida o talo dirigiu-se à superfície, crescendo forte e flexível. Nem o vento nem a maré, por mais feroz que fossem, conseguiam arrancá-la.
Assim, uma nova semente fez com que a vida voltasse à ilha, a semente da flexibilidade.


Assim também é o conhecimento.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Viva com Paixão - 16 Fevereiro 2011


Todos nós queremos...
ser amados, respeitados e aceites.
A nossa Personalidade, é um mecanismo de defesa, criado de forma a podermos satisfazer estas 3 essenciais necessidades. Na essencia cada um de nós foi ferido e por isso desenvolveu um mecanismo de protecção. Seja esse mecanismo de protecção a demonstração para o exterior de uma frieza e força imbatível ou, um "aparente" inabalável sucesso, seja a preocupação com os outros e por consequência um afastamento das nossas próprias necessidades, seja refugiando-nos profundamente nas nossas emoções ou pensmentos, ou ainda proporcionando multiplas opções, de forma a nunca sofrer a dor da perda de algo importante... 

É por isso que hoje vos conto esta história

As pérolas da personalidade

As pérolas são produtos do erro; criam-se em consequência da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra (como um parasita ou grão de areia).
Na parte interna da concha existe uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para desta forma proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola é formada.
Uma ostra que não seja ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola não é mais que uma ferida de ostra cicatrizada.
Assim, acontece com a nossa Personalidade, o que vemos muitas vezes são pessoas perdidas, como "Ostras Vazias", não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam compreender e transformar o conhecimento.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Viva com Paixão – 9 Fevereiro 2011

O que aconteceria se colocasse em causa o que aceito na minha Vida hoje como irremediavelmente certo?
A forma como olhamos para a nossa "realidade" condiciona a forma como limitamos os nossos objectivos. A forma como vivemos, a forma como sonhamos, a forma como nos relacionamos, a forma como amamos quem mais gostamos, está condicionada pelas "realidades" que ESCOLHEMOS para cada um de nós. Esta decisiva "realidade" foi muitas vezes construída em momentos pouco consciente... ainda assim ela prevalece sobre os nossos primordiais anseios. ainda que muitas vezes nem saibamos muito bem porque é que acreditamos... "desde sempre que foi assim".

É por isso que hoje vos conto esta história

Os 5 Macacos
Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio da jaula, uma escada, e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia à escada para agarrar as bananas, era accionado um jacto de água fria em cima dos que estavam no chão.
Depois de um certo tempo, sempre que um macaco ia subir à escada, os outros agarravam-no e agrediam-no brutalmente. Passado algum tempo, mais nenhum macaco subia à escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir à escada, sendo retirado pelos outros, que o agrediam. Depois de algumas agressões, o novo integrante do grupo já não mais subia à escada.
Um segundo macaco, veterano, foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado e o mesmo espectáculo de espancamento ocorreu. Um quarto e, por fim, o último dos veteranos, tendo assim sido substituídos todos os macacos iniciais.
Os cientistas, então, ficaram com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a espancar qualquer um que tentasse subir as escadas para agarrar as bananas.
Se possível fosse perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
"Não sei... Mas as coisas sempre foram assim por aqui..."

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Viva com Paixão – 2 Fevereiro 2011


O que quer que acredite, bom ou mal esta certo!

A história desta semana:



Aquilo em que acreditamos a cada momento potencia ou limita o alcance do nosso sucesso (o que quer que sucesso represente para cada um de nós a cada momento). Nós definimos os nossos limites e fronteiras quando escolhemos as nossas limitações internas e externas.
As nossas convicções limitadoras representam o limite do nosso circulo. Um circulo auto-criado que limita o acesso ao nosso verdadeiro potencial. 

As suas perguntas poderosas da semana:

1- O que posso estar a acreditar hoje que limita o meu potencial?
2- Se houver um ganho, ainda que inconsciente, qual ganho seria?
3- Se fosse possível acreditar na convicção contrária, o que mudaria na minha Vida já hoje?


 
Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)


E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

As Lagartas

Um tipo de lagarta chamada processionária alimenta-se de agulhas de pinheiro. Elas movimentam-se como um desfile ondulante através dos ramos do pinheiro, uma atrás da outra, cada uma colada à cauda da que vai à frente.
Jean-Henri Fabri, um conhecido naturalista francês decidiu fazer uma experiência com um grupo dessas lagartas. Pacientemente, atraio-as para a boca de um grande vaso de flores, conectou a primeira lagarta à última, formando um cortejo circular encrespado que não tinha nem começo nem fim.

Ele esperava que os insectos percebessem a brincadeira, cansar-se da marcha sem fim e sair para alguma outra direcção. Mas isso não aconteceu: pela pura força do hábito, elas circularam a borda do vaso de flores por sete dias e sete noites.

Um grande suplemento de comida estava perto, bem à mão e totalmente visível, mas o mesmo estava fora do alcance do limite auto-imposto pelas lagartas.

Percebendo que as criaturas não parariam ou mudariam de direcção, mesmo em face da fome extrema,

Jean-Henri, gentilmente, quebrou a cadeia e conduziu a procissão faminta para o alimento e a água que estavam tão próximos

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Viva com Paixão – 19 Janeiro 2011

Como lidar com as Emoções?

A história desta semana:

Controlar emoções – conhecê-las e aproveita-las – é provavelmente uma das ferramentas mais importantes para um líder (individual ou organizacional).

É com o uso adequado das emoções que temos acesso aos nossos mais importantes "recursos" (conhecimento, experiência, convicções, personalidade etc.) e com que tomamos as decisões importantes nos momentos mais decisivos.

Ignorar as emoções é provavelmente o caminho mais tortuoso. 
Aprender a "usar" as emoções não passa por ignorá-las mas aproveitá-las.
Aprenda a usar a sua inteligência emocional. 

As suas perguntas poderosas da semana:

1 – Que comportamentos assumo quando me encontro sobre "pressão"?
2 –
O que me leva a ficar sobre "pressão"?
3 – Que opções mais eficazes recorro para sair do meu estado de "pressão"?
4 – O que isso me faz apreender sobre mim?




 
Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

O que é um sábio?

O abade Abraão soube que perto do mosteiro de Sceta havia um sábio. Foi procurá-lo e perguntou-lhe:

"Se hoje encontrasse uma bela mulher na sua cama, conseguiria pensar que não era uma mulher?"
"Não", respondeu o eremita. "Mas conseguiria controlar-me".

O abade continuou:
"E se descobrisse moedas de ouro no deserto, conseguiria ver este ouro como se fossem pedras?"
"Não. Mas conseguiria controlar-me para deixá-las onde estavam".

"E se fosse procurado por dois irmãos, um que o odeia, e outro que o ama, conseguiria achar que os dois são iguais?"
Com tranquilidade, ele respondeu:
"Mesmo sofrendo, eu trataria o que me ama da mesma maneira que o que me odeia".

Naquela noite, ao voltar para o mosteiro de Sceta, Abraão falou aos seus noviços:

"Vou-vos explicar o que é um sábio. Um sábio é aquele que, em vez de matar as suas paixões, aprende a controlá-las".

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Viva com Paixão – 12 Janeiro 2011

Empenho ou esforço… Como escolhe Viver?

A história desta semana:

"O esforço é dispensável, o empenho compensável".

Qualquer objectivo que se exija "esforço" é um objectivo inadequado ou uma evidencia duma estratégia desajustada. A estratégia de percorrer um longo percurso cheio de espinhos para no fim alcançar a glória é uma estratégia de desgaste rápido e que raramente gera resultados sólidos e duradouros.

O esforço serve muitas vezes para nos retirar recursos e desfocar dos nossos verdadeiros objectivos. Serve entre outras coisas também para nos fornecer a ilusória sensação de realização em momentos de menor concretização.
Elimine o mau hábito do esforço que o envolve e assuma os seus objectivos verdadeiramente desafiantes.

O empenho, por seu lado, é a dedicação apaixonada pelos nossos mais relevantes objectivos. É aquele momento em que aplicamos todos os nossos recursos, com um sorriso natural de quem estamos a fazer o que está certo!

As suas perguntas poderosas da semana:
1 – O que faço na minha vida hoje em "ESFORÇO"? O que me falta para abandonar?
2 –
O que mereceria hoje o meu verdadeiro e total "EMPENHO"?
3 - Que mais recursos posso alocar a estas acções?
4 - Que 2 decisões posso decidir agora para iniciar o meu empenho nesses objectivos?




 
Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

Dois números abaixo

Um homem entra numa sapataria para comprar uns sapatos.

- Em que lhe posso ser útil?
- Quero um par de sapatos pretos iguais aos que tem na montra.
- Sim Sr. Ora vejamos, o seu número é o 41. Verdade?
- Não, eu desejo um 39, por favor.
- O Sr. desculpe mas há 20 anos que trabalho neste ramo e o seu numero deve ser um 41. Talvez um 40 mas nunca um 39.
- Traga um 39 já lhe disse.
- Desculpe, permita que lhe meça o pé?
- Pode medir à vontade mas o que eu quero me traga é um 39.

O vendedor tirou da caixa uma fita e anunciou: Vê, eu não lhe disso que era 41?
- Quem é que paga? Sou eu ou você?
- O senhor.
- Então TRAGA-ME UM 39!!!

O vendedor meio resignado, meio surpreendido foi buscar o 39 pensando… talvez o vá oferecer a alguém e até talvez eu tenha sido indelicado…

- Aqui tem, em preto, 39.
- Dá-me a calçadeira?
- Vai calçá-los? São para si?
- Vou, claro que são para mim.
Depois de várias tentativas e ridículas posições o cliente lá conseguiu "encaixar" o pé dentro do sapato.

Entre "ais" e "uis" o cliente lá conseguiu dar uns passos na alcatifa com crescente dificuldade.
O vendedor ficou com dores nos pés só de imaginar os pés do cliente completamente esmagados contra os apertados sapatos.

O cliente saiu da loja e percorreu a custo a distância que o separava do seu emprego. Trabalhava como caixa num banco.

Ás 16.00 horas, depois de passar mais de 6 horas de pé dentro daqueles sapatos o seu rosto já se contorcia de dores, olhos vermelhos e as lágrimas escorriam pela face.

O seu colega da caixa do lado passara a tarde a observá-lo ficou preocupado com ele e questionou:

- Que tens? Estás mal disposto?
- Não, são os sapatos, apertam-me.
- Porquê? Molhaste-os e encolheram?
- São 2 números abaixo do meu.
- De quem são os sapatos?
- São meus.
- Não entendo, se esses sapatos são teus porque têm 2 números abaixo?

- Eu explico – disse ele engolindo em seco – tenho poucos prazeres na vida, na verdade são raros os momentos agradáveis.

- E…?

- Estou a dar cabo de mim com estes sapatos, estou a sofrer horrores, é verdade… Mas quando chegar a casa daqui a poucas horas vou descalçá-los e já imaginas-te o prazer que vou sentir…
Prazer, que prazer!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Viva com Paixão – 05 Janeiro 2011

Quer ser um "Lago" ou um "Copo"?

A história desta semana:

A dor é de inevitável. O sofrimento é opcional…
O sofrimento resulta de uma estratégia mental que visa intensificar e alongar a sensação de dor.
Por motivos mais evidentes ou não, por vício (repetição) ou outro ganho secundário (muitas vezes inconsciente) optamos por aumentar e prolongar a sensação de dor.

De facto sentir sofrimento exige "treino". Uma das estratégias mais comuns geradoras de sofrimento visa reduzirmos o nosso universo a  algo que se relaciona com a dor em questão… (ignorando todos os recursos e possibilidades que dispomos) e já está! Estamos a sofrer e sem conseguir ver uma melhor solução senão a de, desfrutar de uma dor que se arrasta… como se fosse tudo o que existisse no nosso universo.


As suas perguntas poderosas da semana:

1 – O que verdadeiramente me faz sentir Feliz?
2 – Do que me orgulho?
3 – De que estou grato/a?
4- Quem Eu Amo e quem me Ama a mim?
5- Como tudo isso me faz sentir

Hoje vou fazer diferente!

Treine o seu pensamento – a recompensa é a sua vida.
(Este exercício tomará apenas 2 minutos. O seu sucesso pessoal vale 2 minutos por semana?)

E é por isso que esta semana vos conto a maravilhosa história:

Torne-se um lago

Um velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal num copo de água e bebesse. - "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.
- "Mau " disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem colocou o sal no lago, então o velho disse:
- "Beba um pouco dessa água". Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- "Qual é o gosto?"
- "Bom!" disse o rapaz.
- Você sente gosto do "sal" perguntou o Mestre?
- "Não" disse o jovem.

O Mestre sentou-se então ao lado do jovem, pegou-lhe na mão e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende aonde a colocamos.
Quando sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas.

Deixe de ser um copo.
Torne-se um lago...