O objectivo é um mecanismo essencial para o nosso desempenho.
Não recorrer dessa ferramenta é como pilotar um avião sem definir qualquer destino.
Que recursos são indicados? Teremos o combustível necessário? Faltará pouco ou muito para a viajem terminar? Teremos a aeronave indicada? Teremos que efectuar abastecimentos intermédios?
Ainda que tudo isso seja uma verdade inevitável para todos é recorrente escutar em função da pergunta: O que verdadeiramente deseja? - como resposta: O que eu não quero é…
E aqui reside o primeiro desafio da definição de objectivos: Focalização do “Eu não quero”, em vez do que “Eu quero”!Apenas sabendo o que queremos conseguimos mais facilmente perseguir.
O primeiro passo é entender a diferença.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Lógica vs. Intuição
Pois é, a resposta correcta é:
o envelope custa 0.05 cêntimos e o selo, que custa mais um euro, custa 1.05 €. Só assim, ambos custam 1.10 €.
Esta é uma chamada de atenção para o facto de o nosso cérebro avaliar uma dada situação e, dependendo de como avalia a relação entre a velocidade e a precisão, decidir se há-de seguir atalhos. Os atalhos são ajudas preciosas. No entanto, levam-nos ao engano muitas vezes.
O psicólogo Daniel Kahneman e o seu colaborador Amos Tversky estudaram as regras de decisão e como estas influenciam o comportamento humano.
Na maior parte das vezes, o cérebro dá preferência à velocidade (o pensamento lógico requer bastante esforço). Interpreta os acontecimentos com base em regras que constrói com as experiências anteriores. Nas outras vezes, utiliza uma abordagem demorada e cuidadosa, adequada à resolução de problemas de matemática ou quebra-cabeças de lógica.
A resposta pronta ao problema que lancei é intuitiva. Atalhos mentais deste tipo são muito comuns. A maior parte do tempo, a resposta intuitiva é suficiente, mesmo que esteja errada.
É o que acontece com os julgamentos rápidos que fazemos, quotidianamente, acerca de pessoas que conhecemos mal. A forte tendência para atribuir, sem muitas evidências, grupos de características a determinadas pessoas é a forma mais rápida de decidir o nosso comportamento mas pode ser a causa de esterótipos e preconceitos.
o envelope custa 0.05 cêntimos e o selo, que custa mais um euro, custa 1.05 €. Só assim, ambos custam 1.10 €.
Esta é uma chamada de atenção para o facto de o nosso cérebro avaliar uma dada situação e, dependendo de como avalia a relação entre a velocidade e a precisão, decidir se há-de seguir atalhos. Os atalhos são ajudas preciosas. No entanto, levam-nos ao engano muitas vezes.
O psicólogo Daniel Kahneman e o seu colaborador Amos Tversky estudaram as regras de decisão e como estas influenciam o comportamento humano.
Na maior parte das vezes, o cérebro dá preferência à velocidade (o pensamento lógico requer bastante esforço). Interpreta os acontecimentos com base em regras que constrói com as experiências anteriores. Nas outras vezes, utiliza uma abordagem demorada e cuidadosa, adequada à resolução de problemas de matemática ou quebra-cabeças de lógica.
A resposta pronta ao problema que lancei é intuitiva. Atalhos mentais deste tipo são muito comuns. A maior parte do tempo, a resposta intuitiva é suficiente, mesmo que esteja errada.
É o que acontece com os julgamentos rápidos que fazemos, quotidianamente, acerca de pessoas que conhecemos mal. A forte tendência para atribuir, sem muitas evidências, grupos de características a determinadas pessoas é a forma mais rápida de decidir o nosso comportamento mas pode ser a causa de esterótipos e preconceitos.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Um problema de intuição
Tentem resolver rapidamente o seguinte problema: um envelope e um selo custam 1,10 euros. O selo custa mais 1 euro do que o envelope. Quanto é que custa o envelope?
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Poema fantástico de Chico Xavier
“A gente pode
Morar numa casa mais ou menos
Numa rua mais ou menos
E até ter um governo mais ou menos
A gente pode
Dormir numa cama mais ou menos
Comer um feijão mais ou menos
Ter um transporte mais ou menos
E até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro
A gente pode
Olhar em volta e sentir que tudo está
Mais ou menos
Tudo bem
O que a gente não pode
Mesmo, nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos,
É sonhar mais ou menos,
É ser amigo mais ou menos,
É namorar mais ou menos,
É ter fé mais ou menos,
E acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar
Uma pessoa mais ou menos”
Morar numa casa mais ou menos
Numa rua mais ou menos
E até ter um governo mais ou menos
A gente pode
Dormir numa cama mais ou menos
Comer um feijão mais ou menos
Ter um transporte mais ou menos
E até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro
A gente pode
Olhar em volta e sentir que tudo está
Mais ou menos
Tudo bem
O que a gente não pode
Mesmo, nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos,
É sonhar mais ou menos,
É ser amigo mais ou menos,
É namorar mais ou menos,
É ter fé mais ou menos,
E acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar
Uma pessoa mais ou menos”
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Estar em Causa ou no Efeito
Esta pergunta foi a vencedora num congresso sobre vida sustentável:
"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos...
Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos...
Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Percepção é projecção
Por algum momento já deu por si a pensar que alguém que estava diante de si, se estava a comportar de uma forma “carinhosa” ou “empenhada” ou “feliz” ou “teimosa” ou “raivosa” ou “ciumenta” ou “invejosa”?
Pois bem, para ter qualquer destes pensamentos a nossa mente tem de conseguir – se projectar – nesse comportamento. O mesmo é dizer, teremos que nos ver ou rever nesse comportamento, para assim entendermos que esse comportamento que agora analisamos, corresponde ao que no passado ou no presente nós já vivemos. Assim faremos o Match e classificamos cada comportamento dos “outros”.
Dessa forma, é-nos comum ver um série de “problemas” nos outros… que no fundo nos pertencem a nós!
Da mesma forma, se o nosso focus estiver preenchido com sorrisos mais fácil será ver sorrisos, se estiver preenchido com mentira e traição mais fácil será ver mentira e traição.
Independentemente do que escolhermos ver, previamente já estamos a sentir.
Escolha bem!
Pois bem, para ter qualquer destes pensamentos a nossa mente tem de conseguir – se projectar – nesse comportamento. O mesmo é dizer, teremos que nos ver ou rever nesse comportamento, para assim entendermos que esse comportamento que agora analisamos, corresponde ao que no passado ou no presente nós já vivemos. Assim faremos o Match e classificamos cada comportamento dos “outros”.
Dessa forma, é-nos comum ver um série de “problemas” nos outros… que no fundo nos pertencem a nós!
Da mesma forma, se o nosso focus estiver preenchido com sorrisos mais fácil será ver sorrisos, se estiver preenchido com mentira e traição mais fácil será ver mentira e traição.
Independentemente do que escolhermos ver, previamente já estamos a sentir.
Escolha bem!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
O pensamento positivo pode não ser assim tão positivo...
Foi publicado um artigo no The Times este mês que apresenta o “lado lunar” do pensamento positivo.
Joanne Wood, Professora de Psicologia na Universidade de Waterloo, Canadá, realizou um estudo que demonstra que o pensamento positivo e a repetição de frases do tipo “Eu consigo!”, “Eu sou uma pessoa fantástica!” pode ter efeitos mais negativos do que positivos para pessoas com uma fraca auto-estima.
A repetição de afirmações positivas funciona apenas se vierem reforçar aquilo em que a pessoa já acredita.
Caso contrário, alguém com uma fraca auto-confiança quando diz “Sou uma pessoa encantadora” pode estar a pensar “Bem, nem sempre sou encantadora” ou “Não sou tão encantadora como gostaria de ser”. Estes pensamentos negativos acabam, então, por se sobrepor aos positivos.
Agora aprofundando a justificação Psi:
Quando opiniões, informações ou crenças são incompatíveis entre si provocam dissonância cognitiva. Como é psicologicamente desconfortável manter cognições contraditórias, a pessoa tende a substituir as recém chegadas por outras que “encaixem” nas já existentes.
Festinger defende que existem ainda mais duas formas de se lidar com a dissonância cognitiva: adquirir novas informações ou crenças que aumentem a consonância, ou desvalorizar as crenças que provocam a incompatibilidade.
E é por isto que concordo com a ideia de que pessoas com muito fraca auto-estima necessitam, uma primeira fase, mais de pensamento “construtivo” do que de pensamento positivo (entendido no sentido da verbalização/repetição de frases como as que descrevi).
Nestes casos será trabalhando no domínio do que é possível, um passo de cada vez, que se consegue alcançar o que anteriormente poderia ser entendido como impossível!
Joanne Wood, Professora de Psicologia na Universidade de Waterloo, Canadá, realizou um estudo que demonstra que o pensamento positivo e a repetição de frases do tipo “Eu consigo!”, “Eu sou uma pessoa fantástica!” pode ter efeitos mais negativos do que positivos para pessoas com uma fraca auto-estima.
A repetição de afirmações positivas funciona apenas se vierem reforçar aquilo em que a pessoa já acredita.
Caso contrário, alguém com uma fraca auto-confiança quando diz “Sou uma pessoa encantadora” pode estar a pensar “Bem, nem sempre sou encantadora” ou “Não sou tão encantadora como gostaria de ser”. Estes pensamentos negativos acabam, então, por se sobrepor aos positivos.
Agora aprofundando a justificação Psi:
Quando opiniões, informações ou crenças são incompatíveis entre si provocam dissonância cognitiva. Como é psicologicamente desconfortável manter cognições contraditórias, a pessoa tende a substituir as recém chegadas por outras que “encaixem” nas já existentes.
Festinger defende que existem ainda mais duas formas de se lidar com a dissonância cognitiva: adquirir novas informações ou crenças que aumentem a consonância, ou desvalorizar as crenças que provocam a incompatibilidade.
E é por isto que concordo com a ideia de que pessoas com muito fraca auto-estima necessitam, uma primeira fase, mais de pensamento “construtivo” do que de pensamento positivo (entendido no sentido da verbalização/repetição de frases como as que descrevi).
Nestes casos será trabalhando no domínio do que é possível, um passo de cada vez, que se consegue alcançar o que anteriormente poderia ser entendido como impossível!
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