domingo, 3 de maio de 2009

Disponibilidade para errar.

O nosso principal “erro” em tempo de “crises” é a tendência que temos para aceitarmos as propostas mais fáceis e que exigem menos de nós, em vez de procurarmos aquelas que mais nos poderão trazer sucesso (o que quer que sucesso represente para cada um de nós, a cada momento). As soluções que nos trouxeram até aqui possivelmente não serão as mesmas que nos levarão até ao próximo “nível”. Habitualmente estas novas opções estão fora da nossa zona de conforto e por isso envolvem uma determinação em procurar novos standard e novas formas de “olhar”. Pressuposto: Ter Sempre disponibilidade para “errar”. A escolha é sempre nossa!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Finja, finja, até que atinja!

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.


Neste fingimento tão verdadeiro de que nos fala Fernando Pessoa a realidade e o imaginado confundem-se, entrecruzam-se, fundem-se.

Será esta a justificação para o poder fabuloso da visualização?

Cultivar a inteligência emocional desde cedo

A propósito de um livro fabuloso ("Sarilhos do Amarelo", Porto Editora) que comprei para os meus filhos, Violeta e Flecha, descobri uma actividade que auxilia as crianças a reflectirem sobre valores, comportamentos e emoções. Refiro-me a trabalhar, por exemplo, aspectos como: Mentira, Preguiça, Amuo, Desobediência e Medo.

Trata-se de propor que trabalhem o "BI do problema". Para cada um dos problemas identificar:
i. cor preferida;
ii. história preferida;
iii. lema preferido;
iv. comida preferida (comportamentos que o "alimentam");
v. dia do aniversário;
vi. roupa preferida;
vii. o que o "apaga", o que o "incendeia";
e realizar por grupos um portfólio/dossier com os dados recolhidos referentes a cada problema.

Fantástico, não?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Problemas?! Ainda bem....

As vezes o maior erro que podemos cometer é julgarmos que nao temos problemas, que nao temos desafios. Julgamos que os problemas so acontecem aos outros, que são uma praga, que são horriveis. Em vez disso deviamos perceber que os nossos problemas são uma dadiva dos deuses. A unica forma de crescemos é se realmente tivermos um fantastico problema para nos estimular e encher de recursos. Muitas vezes reparamos que esses recursos já estao dentro de nos e que nunca os usamos.

Aqui esta um extraordinario exemplo de um homem tal como nos, com uma diferença fabulosa, decidiu ver o seu "problema" como uma dadiva, e uma forma de demonstrar a toda a humanidade que nao existem limitaçoes para o que se consegue fazer. Tudo é possivel! TUDO!

Espero que fiquem inspirados para atingirem os vossos sonhos.


http://www.youtube.com/watch?v=MslbhDZoniY

O Julgamento antecipado de algo Fantastico

Muitas vezes julgamos pelo "pacote" o que esta la dentro pode ser fantastico :-)

Sao momentos como este que me levam sempre a nunca julgar ninguem pela sua aparencia nunca.

Fantastico



http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A Memória não “brinca em serviço”!

Caro Lobão, vou sossegar o teu espírito.

Para quem não esteve presente na Sessão da Network sobre comunicação cá vai um breve enquadramento do que se passou:

O Eduardo propôs-nos uma actividade (brilhantemente concebida, como veremos) a realizar a pares. A um dos elementos do grupo foi dado o texto A e ao outro o B, ambos sobre a comunicação não verbal diferindo apenas nos elementos que continham e foi solicitado que retivéssemos o conteúdo em breves minutos. Seguidamente foi pedido que quem ficou com o texto A relatasse ao parceiro o que era dito no seu texto. Quem tinha o texto B (como o Lobão) partiu do princípio que seguidamente teria de enunciar o que leu... Só que a tarefa seguinte consistia em relatar o que reteve do que o colega lhe disse.


E o Lobo Mau não se lembrava de nada do que ouviu!

Agora uma abordagem Psi ao que se passou:

A informação nova é armazenada na Memória a Curto Prazo (MCP) que tem duas características: a sua capacidade de retenção de informação é limitada (segundo Miller, 7 +-2 itens) e só consegue mantê-la armazenada durante poucos segundos.

Se um conteúdo for considerado relevante, depois de devidamente codificado, passa para a Memória a Longo Prazo (MLP), de capacidade ilimitada e duradoura no tempo.

Só que há informações que estão destinadas a serem esquecidas quando já não forem necessárias e para essas usamos estratégias que nos permitem mantê-las na MCP mais tempo.

Uma forma é a repetição mental (chamada rehearsal) que embora permita manter viva a informação na MCP não permite aumentar a sua capacidade de armazenamento. Como esta será sempre limitada, se entrarem novos itens na MCP vão provocar interferência nos que foram anteriormente armazenados. Quanto mais semelhantes forem os itens, mais forte é este fenómeno. A interferência é, assim, uma de duas causas do fenómeno do esquecimento, fundamental e até absolutamente indispensável para o bom funcionamento da MCP. O tempo é a outra causa, sendo que os dados vão enfraquecendo até que desaparecem da memória.

Mais sossegado, Lobo Mau?

A tarefa a realizar envolvia memorizar um conjunto de ideias em muito pouco tempo. Os participantes partiram do princípio que o objectivo seria conseguir, posteriormente, enunciá-las correctamente. Tendo em conta as particularidades da MCP o mais expectável seria que acontecesse o que veio a acontecer: provavelmente foi usada a repetição mental da informação que a mantém mais tempo em memória. A melhor estratégia para evitar o esquecimento que a interferência da nova informação transmitida pelo parceiro provocaria (ainda para mais muito semelhante à antiga) seria precisamente prestar-lhe o mínimo de atenção possível.

Disse que a actividade foi brilhantemente concebida porque o facto de induzir que a tarefa seria enunciar o conteúdo do texto, o curto período de tempo que foi dado para a memorização, aliado ao facto de ambos os textos serem muito semelhantes constituíram a fórmula de sucesso para que este fenómeno se revelasse tão claramente.

Em síntese, Lobo Mau, a tua memória cumpriu o seu objectivo, funcionou na perfeição. Estas estratégias também teriam funcionado se tivesse sido esse o objectivo da tarefa!

E os nossos objectivos fazem toda a diferença! : )

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eu

Dedicado ao fantástico líder que me ofereceu um certo DVD no Natal...

“Eu não sou os meus átomos, eles vêm e vão.
Eu não sou os meus pensamentos, eles vêm e vão.
Eu não sou o meu ego, a minha auto – imagem muda.
Eu sou acima e além disso. Eu sou a testemunha, o intérprete.
O ego além da auto – imagem.
Este eu não tem idade, nem fronteiras”.

Chopra